Tire aqui as suas Dúvidas

  • 1. O que é o ProJovem?

    O ProJovem é um programa que concede crédito a jovens empreendedores.

    Os jovens têm de mostrar ter projectos de negócio viáveis e podem receber dinheiro emprestado para fazer crescer ou até mesmo lançar o seu negócio com taxas de juro mais favoráveis do que as encontradas normalmente no mercado (cerca de 7-10%).

    O objetivo do programa é apoiar o empreendedorismo jovem, promover a formalização de pequenos negócios e dar oportunidades para a inclusão económica e social aos jovens.

  • 2. O ProJovem é um subsídio aos Jovens?

    Não. O ProJovem é uma linha de crédito, que dá a oportunidade a jovens empreendedores de se candidatarem a um empréstimo. As candidaturas serão avaliadas pelo Banco, não sendo por isso garantida a aprovação dos créditos. Tratando-se de um empréstimo, todo o dinheiro concedido tem de ser devolvido com juros.

  • 3. O Projovem é uma forma de apoio às empresas?

    Sim. Mas não se destina a todas as empresas. Apenas a micro, pequenas e médias empresas, em determinados sectores de atividade (ver "Elegibilidade: Empresas) e cujos sócios reúnam um conjunto de condições (ver Elegibilidade: Sócios). Além disso todo o dinheiro concedido tem de ser devolvido com juros, pelo que não se trata de um subsídio.

  • 4. Quem é que se pode candidatar ao Projovem?

    Para se poder candidatar, o cliente tem de:

    • Ter entre 18 e 40 anos, Ser angolano,
    • Ter uma micro, pequena ou média empresa constituída e certificada pelo INAPEM, com os impostos em dia e todos os documentos em ordem,
    • Não ter crédito maparado (dívidas à banca)
  • 5. Sou jovem e sócio de uma empresa, mas um dos meus sócios tem mais de quarenta anos. Posso candidatar-me?

    Não, todos os sócios têm de ter menos de quarenta anos à data da submissão da candidatura

  • 6. Um dos sócios da minha empresa não é angolano. Posso candidatar-me ao Projovem?

    Não, todos os sócios da empresa têm de ter nacionalidade angolana.

  • 7. Trabalho já há algum tempo nesta área, posso abrir o meu próprio negócio com o ProJovem?

    Sim, Contudo, terá de criar a sua empresa e certificá-la no INAPEM antes de efectuar a candidatura ao ProJovem.

  • 8. Posso candidatar-me ao ProJovem juntamente com mais pessoas?

    Sim, Contudo, essas pessoas terão de ser sócios da empresa em questão e ser devidamente identificadas no momento da candidatura.

  • 9. Tenho dívidas noutros bancos, posso candidatar-me?

    Sim, desde que essas dívidas não estejam em incumprimento. O mesmo se aplica aos restantes sócios da empresa.

  • 10. Tenho dívidas em incumprimento, posso candidatar-me ao ProJovem?

    Não. O mesmo se aplica aos restantes sócios da empresa.

  • 11. Tenho que ser de Luanda para me candidatar?

    Não. O ProJovem está disponível em todo território nacional. Pode visitar os centros provinciais do INAPEM, CNJ e Balcões do BCI da sua província para mais informações.

  • 12. Quais são os sectores de actividade apoiados?

    São:

    a) Hotelaria e Turismo: Restaurantes, Bares, Agências de Turismo (Guias turísticos), Hospedarias, Lanchonetes;
    b) Comércio e Prestação de Serviços: Comércio Geral a Grosso e a Retalho, Venda de Equipamentos, Distribuição e Comercialização de Medicamentos, Quitandas de Peixe, Quitandas de Carne, Venda de Material de Escritório e Escolar, Venda de Acessórios Industriais, Venda e Assistência a Viaturas, Comercialização de Materiais de Construção, Comercialização de Combustíveis e Lubrificantes, Comercialização de Peças Sobressalentes de viaturas, Perfumaria, Venda de Artigos de Toucador e Higiene, Ourivesaria, Relojoarias, Consultoria, Serviços de Infantários e Creches, Serviços de Lar de Idosos, Manutenção e Assistência a Equipamentos Industriais, Serviços de Transporte, Serviço de Moto-Boy, Oficina Auto, Estação de Serviço, Oficina de Frio, Salão de Cabeleireiro, Barbearia, Casa de Cópias, Recauchutagens, Lavandarias, Alfaiatarias, Geladarias;
    c) Indústria: Indústria de Panificação e Pastelaria, Produção de Farináceos (peixe e marisco), Produção de Blocos (Bloqueiras), Moagens de Cereais e tubérculos, Serralharia, Curtumes e Sapataria, Carpintaria e Marcenaria, Cerâmica e Olaria, Exportação de inertes para a construção civil e rochas ornamentais;
    d) Agricultura, Pecuária e Pesca: Produção vegetal, aquacultura, produção Animal (Bovino, Caprino, suíno e aves), Pesca artesanal;
    e) Tecnologias de Informação e Comunicação e Inovação: Cyber Cafés, Oficinas de Reparação de Materiais Informáticos, Desenvolvimento de Softwares;
    f) Empreendedorismo Cultural: Livraria, Atelieres de Moda de Pintura e de escultura.

  • 13. A minha empresa desenvolve actividade numa área de negócio apoiada, mas essa área não consta do registo da empresa. Posso candidatar-me?

    Não. Devem ser promovidas as alterações necessárias no registo da empresa antes da submissão da candidatura.

  • 14. Quero criar um negócio que cabe dentro das áreas apoiadas, mas que não aparece na lista desenvolvida de atividades. Posso candidatar-me ao ProJovem?

    Não. Só negócios da lista desenvolvida de actividades apoiadas são elegíveis para candidaturas à linha de crédito do ProJovem. Ou seja, não basta que o projecto seja na área da indústria ou do comércio e serviços, tem de ser um dos elencados especificamente na lista de sectores apoiados.

  • 15. Tenho uma empresa que desenvolve atividade num dos setores apoiados mas quero expandir-me para outra área de negócio. Posso candidatar a minha empresa ao ProJovem?

    Só se essa outra área também constar da lista de sectores apoiados. Nesse caso, deverá garantir que a empresa tem, no registo das actividades principais ou secundárias a actividade para que a sua empresa se deseja expandir.

  • 16. A minha empresa não desenvolve atividade num dos sectores apoiados mas quer passar a desenvolver. Posso candidatar a empresa ao ProJovem?

    Não. A empresa terá de requerer um novo alvará de actividade económica para o novo sector junto do Ministério da respectiva tutela.

  • 17. Posso candidatar-me ao ProJovem sem uma empresa?

    Não, mas é possível constituir uma empresa com o objectivo de concorrer ao ProJovem, já que este financia empresas sem actividade prévia ao lançamento do programa.

  • 18. Sou empresário em nome individual. Posso candidatar-me ao ProJovem?

    Não, mas pode constituir uma sociedade unipessoal e candidatar-se ao ProJovem.

  • 19. A minha empresa não é cliente BCI. Posso candidatá-la ao ProJovem?

    Sim. Mas terá primeiro de ser criada conta no BCI em nome da Empresa. Apenas depois poderá ser entregue a candidatura do crédito.

  • 20. Pode ser aprovada mais de uma candidatura por empresa?

    Não. No entanto se uma empresa vir o seu pedido de crédito recusado poderá submeter uma nova candidatura.

  • 21. Tenho uma empresa com vários sócios, temos todos de nos candidatar?

    Não. Contudo, todos os sócios da empresa terão de ser devidamente identificados na candidatura.

  • 22. Quero criar uma empresa. Onde me posso dirigir e como funciona?

    Pode dirigir-se ao Guiché Único da Empresa (GUE), onde o processo de criação de uma empresa é facilitado e mais célere.
    O processo é composto por 5 passos:

    • Preenchimento de Formulário
    • Elaboração dos Estatuto Jurídico da empresa
    • Efectuar o Cadastro da Empresa
    • Reunir documentos necessários para completar o processo
    • Efectuar os pagamentos necessários

    • Para mais informações consultar http://gue.minjus-ao.com/
      Nota: No caso de não haver GUE na sua província, o processo de abertura da empresa poderá variar, pelo que deverá ser averiguado junto dos serviços oficiais para o efeito (p.ex., Portal do Cidadão).
  • 23. Quanto custa a criação de uma empresa?

  • 24. Quanto tempo demora a criação de uma empresa?

    No caso da empresa ser criada no GUE, o processo é finalizado em 1 dia útil, com excepção da publicação no Diário da República (apenas é fornecido o recibo do pagamento do mesmo). Será depois necessário requerer-se o Alvará de actividade económica ao Ministério da tutela (p.ex., Ministério do Comércio se se tratar do sector do comércio ou serviços mercantis) o qual pode ser emitido sem a publicação no Diário da República.
    Para mais informações: http://gue.minjus-ao.com
    Nota: No caso de não haver GUE na sua província, o processo de abertura da empresa poderá variar, pelo que deverá ser averiguado junto dos serviços oficiais para o efeito (p.ex., Portal do Cidadão).

  • 25. Quero certificar a minha empresa como micro, pequena ou média empresa. De que documentos preciso e onde me devo dirigir?

    A certificação como micro, pequena ou média empresa é conseguida junto dos centros do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM). Pode-se consultar a morada de todos os centros provinciais do INAPEM em: http://www.portal.inapem.gov.ao/contactos.aspx
    Para obter a certificação é necessário dirigir-se a um centro provincial do INAPEM com os seguintes documentos:

    • Formulário de certificação MPME devidamente preenchido (o qual pode ser encontrado em http://www.portal.inapem.gov.ao/certificarempresa.aspx)</li>
    • Assinatura do termo e responsabilidade MPME (o qual pode ser encontrado em http://www.portal.inapem.gov.ao/certificarempresa.aspx)
    • Cópia do estatuto ou pacto social (documento terá de ter o NIF da empresa)
    • Cópia do Alvará da actividade económica, ou documento comprovativo da entrada do processo para o efeito (alvará provisório)
    • Declaração da empresa informando o número de trabalhadores efectivos (pode encontrar uma minuta da declaração em http://www.portal.inapem.gov.ao/certificarempresa.aspx)
    • Documento de Arrecadação de Receitas do Imposto sobre o Rendimento de Trabalho respeitante ao mês anterior, contendo folha salarial para fazer prova do número de colaboradores (só aplicável para empresas já com actividade)
    • Comprovativo entregue às finanças para efeito de pagamento de Imposto Industrial, identificando de forma clara o volume de facturação do período anterior. Nos casos de empresas em início de actividade deve ser utilizado como referência para facturação a tabela dos lucros mínimos definida no Decreto executivo nº 15/09
    • Certidão negativa comprovando que a empresa tem as sua situação com o fisco regularizada (só aplicável para empresas já com actividade)
    • ; Para mais informação: http://www.portal.inapem.gov.ao/certificarempresa.aspx
  • 26. Quanto custa a certificação de uma empresa como micro, pequena ou média?

    A certificação da empresa pelo INAPEM é gratuita.
    Para mais informação: http://www.portal.inapem.gov.ao/certificarempresa.aspx

  • 27. Quanto tempo demora a certificação como micro, pequena ou média?

    Legalmente o processo pode demorar até trinta dias. No entanto poderá ser mais rápido do que esse prazo.
    Para mais informação: http://www.portal.inapem.gov.ao/certificarempresa.aspx

  • 28. Que empresas podem ser certificadas como micro, pequenas ou médias?

    Todas as empresas com facturação anual inferior a 10 milhões de Dólares e/ou menos de 200 trabalhadores podem certificar-se. A classificação da sua empresa em Micro, Pequena ou Média irá depender do valor da facturação e do número de trabalhadores efectivos (p.ex., será consideradas Micro empresas aquelas que empreguem até 10 trabalhadores e/ou tenham uma facturação bruta anual não superior em Kz ao equivalente a USD 250 mil)
    Para mais informação: http://www.portal.inapem.gov.ao/certificarempresa.aspx

  • 29. Que benefícios adicionais estão associados à certificação como micro, pequena ou média empresa?

    Para além do apoio ao crédito, nomeadamente através do "ProJovem", as empresas certificadas têm acesso a benefícios fiscais (redução da taxa do Imposto Industrial, isenção do imposto de consumo sobre matérias primas e isenção de imposto de selo para micro empresas) e formas de contratação privilegiada com o Estado (prazo de pagamento de 45 dias, quota mínima de 25% do orçamento com fornecedores para MPMEs, criação de concursos exclusivamente para MPMEs, em caso de empate com grande empresa, MPME será escolhida desde que o valor proposto não seja superior a 10% do da grande empresa).
    Para mais informação: http://www.portal.inapem.gov.ao/certificarempresa.aspx

  • 30. Qual o montante máximo de crédito que posso pedir?

    O montante máximo a pedir na sua candidatura ao ProJovem é de Kz 40 milhões. Contudo, esse valor poderá variar consoante as garantias dadas:

    • Crédito menor que 5 M Kz: Fiança dos Sócios ou Avalistas e Consignação de receitas
    • Crédito entre 5 M Kz e 10 M Kz: Procuração Irrevogável ou Penhor de Equipamentos + Fiança dos Sócios e Consignação de receitas
    • Crédito maior que 10 M Kz: Hipoteca de imóvel e Procuração Irrevogável
  • 31. Preciso de mais de 40M AKZ para o meu negócio, posso pedir outros créditos para além do ProJovem?

    Caso necessite de valores de financiamento superiores ao máximo permitido pelo ProJovem, deve contactar o balcão do BCI mais próximos de forma a pedir informações sobre formas de financiamento alternativas.

  • 32. Qual o montante que devo pedir na candidatura do ProJovem?

    O montante a pedir deve ter em consideração o necessário para implementar o projecto de negócio e a capacidade de pagar o dinheiro de volta ao banco no tempo suposto. Adicionalmente, o total do montante pedido na candidatura deverá estar devidamente justificado e suportado.

  • 33. Qual o montante mínimo que posso pedir?

    Não há montante mínimo definido.

  • 34. Posso obter um empréstimo em dólares americanos ou euros?

    Não. O crédito é sempre obtido em Kwanzas.

  • 35. Qual a taxa de juro do empréstimo?

    As taxas de juro do crédito ProJovem são variáveis com os sectores de actividade:

    <b>i.</b> Para a Agricultura, Pecuária e Pescas; Inovação; e Empreendedorismos Cultural, 7,12%
    <b>ii.</b> Para a Indústria, em 8,27%
    <b>iii.</b> Para a Hotelaria e Turismo; Comércio e Prestação de Serviços; Tecnologias de Informação e Comunicação, 9,43%.
  • 36. O que é uma taxa de juro?

    A taxa de juro é o dinheiro que o banco recebe por disponibilizar o empréstimo, apresentado sobre a forma de uma taxa anualizada. Ou seja, num empréstimo de Kz 1,000,000 com maturidade de 1 ano e com taxa de juro de 10%, a empresa pagará ao banco Kz 1,000 em juros (adicionalmente à devolução do valor do empréstimo de Kz 1,000,000).

  • 37. Quando é que tenho de devolver o dinheiro do empréstimo?

    A devolução do dinheiro do empréstimo começa depois do período de carência (até 24 meses) e termina no final do período de reembolso (até 60 meses). Os pagamentos podem fazer-se mensal, trimestral, semestralmente, ou noutra periodicidade, de acordo com a sazonalidade do tipo de negócio e as necessidades específicas da empresa. Conjuntamente com montante do empréstimo há lugar também ao pagamento de juros.

  • 38. O que é um período de carência?

    É um período de tempo durante o qual a empresa não necessita de realizar pagamentos ao banco. Contudo, os juros que não são pagos ao banco durante esse período serão cobrados posteriormente, aumentando o valor total em dívida ao banco. Assim, períodos de carência muito longos resultarão num aumento das prestações a reembolsar ao banco. A escolha do período de carência para o seu financiamento deve ter em conta o tempo necessário para implementar o negócio e começar a gerar receitas suficientes para reembolsar o banco. A proposta de período de carência feita pelo cliente será analisada pelo banco e poderá ser alterada.

  • 39. Qual o período de carência máximo?

    O período de carência máximo para créditos ProJovem é de 24 meses. Contudo, este é apenas um valor máximo e devem ser considerados períodos de menor dimensão

  • 40. Posso pedir um período de carência mais curto?

    Sim. No limite pode não haver período de carência. Isto pode ser benéfico para a empresa se já existirem receitas suficientes para reembolsar o banco, permitindo diminuir o valor das prestações a pagar ao banco.

  • 41. O que é um reembolso/prestação?

    Durante o período de reembolso a empresa terá de realizar pagamentos periódicos ao banco - chamam-se prestações ou reembolsos. Em cada prestação a empresa está a devolver parte do dinheiro que recebeu no empréstimo e também a pagar juros ao banco. O valor das prestações é sempre igual, mudando apenas a proporção que vai para reduzir a dívida (amortização de capital) ou para remunerar o banco pelo empréstimo (juros)

  • 42. O que é um período de reembolso?

    O período de reembolso é o período em que a empresa terá de realizar pagamentos periódicos ao banco, reduzindo o seu valor em dívida e pagando juros sobre o mesmo. O período de reembolso inicia-se após o fim do período de carência.

  • 43. Qual o período de reembolso máximo?

    O período de reembolso máximo é de 60 meses. Contudo, este é apenas um valor máximo e devem ser considerados períodos de menor dimensão.

  • 44. Posso pedir um período de reembolso mais curto?

    Sim. O período de reembolso deverá ter em conta a capacidade da empresa gerar receitas suficientes para amortizar a dívida ao banco e pagar os devidos juros. Quanto maior for o período de reembolso, mais reduzido será o valor de cada prestação a pagar mas mais dinheiro se pagará ao banco no total do período de reembolso.

  • 45. Que documentos tenho de levar ao BCI para apresentar a minha candidatura?



    • Carta a solicitar o crédito, devendo mencionar o valor e período de carência (máximo 24 meses), finalidade e garantias a apresentar;
    • Fotocópia do Bilhete de Identidade dos Sócios (ter entre 18 e 40 anos de idade);
    • Fotocópia do Cartão de Contribuinte dos Sócios;
    • Fotocópia do Diário da República ou documento comprovativo da entrada do processo para o efeito
    • Termo de Compromisso com o BCI, assumindo manter parte dos Rendimentos da Empresa domiciliados junto do BCI (devidamente reconhecido no Notário);
    • Certificação emitida pelo INAPEM – Instituto Nacional de Apoio as Pequenas e Médias Empresas do Ministério da Economia, por forma a classificar a Empresa em Micro Empresa / Pequena Empresa ou Média Empresa;
    • Fotocópia do Alvará de actividade económica ou documento comprovativo da entrada do processo para o efeito;
    • Ficha de Negócio ProJovem devidamente preenchida.
  • 46. Preciso de mais documentos do que os que constam na checklist?

    Para algumas candidaturas o Banco poderá requerer documentos adicionais. Por exemplo:

    • Se o crédito implicar a construção de um edifício, será requerido: um orçamento da obra a ser construída; a planta da obra a construir, justificando o valor solicitado; e um contrato de execução da obra, com cronograma em anexo.
    • Se a empresa tiver contabilidade organizada e tiver actividade há mais de 1 ano, será requerido: Ultimo Balancete Anual elaborado; Fotocópias do Documento de Liquidação de Impostos (DLI) e do Documento de Arrecadação de Receitas (DAR) emitidos pela Direção Nacional de Impostos do Ministério das Finanças; Balanço do último ano; Demonstração de Resultados do último ano.
    • Se crédito for para adquirir no mercado nacional - Mercadorias, Materiais e / ou Equipamentos, será requerido: Facturas Pro Forma
    • Se o cliente der um imóvel como garantia, será requerido: Fotocópia da documentação emitida pela Instituição Pública ou Administração Municipal, que atesta o imóvel a ser oferecido como garantia ser propriedade de um dos Sócios ou Acionistas; Relatório de visita ao imóvel a ser elaborado pelo Gestor de Cliente ou Balcão mais próximo; Procuração Irrevogável emitida pelo Cartório Notarial a favor do BCI, sobre o imóvel oferecido como garantia (após autorização); Relatório de Avaliação do imóvel a ser emitido pelo BCI Imobiliário.
  • 47. Devo entregar documentos originais no BCI, ou posso entregar cópias?

    Pode-se sempre entregar cópias dos documentos. Quando julgue necessário o BCI pode pedir que as cópias sejam autenticadas por um notário, ou que alguém se desloque ao balcão com os originais para verificação da autenticidade dos mesmos.

  • 48. Tenho documentos que provam que tenho determinados equipamentos, clientes, vendas, compras ou mão de obra. Devo anexá-las ao processo?

    Sim, esses elementos podem ser importantes para aumentar as possibilidade de sucesso da candidatura, mesmo que se tratem de documentos não oficiais (p.ex., fotografias)

  • 49. Tenho já preparado um plano de negócios detalhado. Posso submetê-lo em vez da ficha de negócios?

    Não, a ficha de negócio é um elemento obrigatório. No entanto o plano de negócios pode ser submetido em anexo com os restantes elementos da candidatura. A apresentação de um plano de negócios detalhado pode aumentar as possibilidades de obtenção de crédito.

  • 50. É preciso dar garantias para me candidatar ao ProJovem?

    Sim. Existem garantias mínimas que têm de ser apresentadas, consoante o montante de crédito solicitado.

    • Crédito menor que 5 M Kz: Fiança dos Sócios ou Avalistas e Consignação de receitas
    • Crédito entre 5 M Kz e 10 M Kz:Procuração Irrevogável ou Penhor de Equipamentos + Fiança dos Sócios e Consignação de receitas
    • Crédito maior que 10 M Kz:Hipoteca de imóvel e Procuração Irrevogável
  • 51. Que critérios são usados na avaliação do crédito?

    Na avaliação do crédito são tomadas em consideração:

    • A capacidade demonstrada da empresa para gerar dinheiro e pagar o empréstimo ao banco
    • A razoabilidade das estimativas de vendas e despesas futuras
    • A qualidade e detalhe do que se pretende desenvolver com o crédito
    • A capacidade da empresa para implementar o projecto
    • A formação e experiência dos sócios e trabalhadores qualificados da empresa
    • As garantias oferecidas
  • 52. O que posso fazer para aumentar as hipóteses da minha candidatura ser bem sucedida?

    Depois de certificar que a sua empresa e os seus sócios são elegíveis para o ProJovem, preencher a ficha de negócio e de reunir toda a documentação necessária, poderá procurar aumentar as hipóteses da sua candidatura ser bem sucedida:

    • Elaborando um projecto realista mas ambicioso, que seja rentável, crie emprego e dependa principalmente de produtos locais
    • Detalhando o mais possível as respostas à ficha de negócios, mostrando que tem conhecimentos da área e que tem planos bem definidos para dar uso ao financiamento
    • Apresentando certificação de formação de gestão do negócio
    • Apresentando certificação de formação técnico-profissional na área de negócio a que se pretende empreender
    • Apresentando provas de experiência profissional e/ou experiência de gestão na área de negócio a que se pretende empreender
    • Apresentando documentos que provam as declarações feitas na ficha de negócio (incluindo faturas, escrituras, fotografias, notas de encomenda, registos de vendas, etc.)
    • Entregando documentos adicionais não obrigatórios (tais como demonstração de resultados e contas de anos anteriores, um plano de negócios detalhado, projeções de vendas, etc.)
    • Oferecendo garantias adicionais não obrigatórias para o montante em questão
    • Chamando pessoas com comprovadas competências técnicas e de gestão a participar no negócio como sócias ou trabalhadoras qualificadas
  • 53. Quem é responsável pela avaliação de crédito?

    A avaliação do pedido de crédito será responsabilidade do BCI. Atenção: o seu balcão não é responsável por esse processo, ele será tratado centralmente.

  • 54. Posso candidatar-me ao ProJovem sem ter formação em gestão ou formação técnico-profissional?

    Sim. No entanto, a probabilidade da candidatura ser aprovada é menor. Por essa razão, poderá tentar frequentar cursos de formação (p.ex., cursos de gestão no INAPEM, cursos técnicos profissionais no INEFOP) antes da sua candidatura para ter um processo mais robusto.

  • 55. Onde posso obter formação técnico-profissional?

    Pode ser obtida formação técnico-profissional em universidades, institutos médios e superiores, e escolas profissionais acreditadas oficialmente para o efeito, bem como no Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFOP).

  • 56. Onde posso obter formação no domínio da gestão de negócio?

    Pode ser obtida formação em gestão em universidades, institutos médios e superiores, e escolas profissionais acreditadas oficialmente para o efeito, bem como no Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), o qual tem disponíveis cursos que lhe concederão uma certificação de formação em gestão do negócio.

  • 57. Entreguei todos os documentos necessários no BCI. Quanto tempo vou esperar até ter uma resposta?

    O período de resposta do banco irá variar com cada candidatura, tendo um máximo de 60 dias.

  • 58. Entreguei todos os documentos necessários no BCI. Vou ter acesso ao crédito?

    Não necessariamente. A candidatura é sujeita a uma avaliação para determinar, nomeadamente, a viabilidade do negócio e proceder a uma avaliação do risco inerente à concessão do crédito. A submissão de todos os documentos é condição necessária mas não suficiente para a aprovação do empréstimo.

  • 59. Como se recebe o dinheiro do ProJovem?

    Depois da candidatura, o banco irá avaliar o pedido de crédito, o qual poderá ser recusado. No caso de aprovado, o financiamento irá ser repartido em múltiplas tranches, sendo o pagamento da cada tranche condicional a uma correcta aplicação dos fundos. Para além disso, caso o financiamento seja aprovado, o mesmo será repartido em Fundo de Maneio (com um limite máximo de 15% do crédito), Capital para aquisição de mercadorias (neste caso poderá ser requerido que seja o banco a efectuar as transferências aos fornecedores) e/ou Capital para construção (neste caso será requerido o fornecimento de documentação de suporte (p.ex., orçamentos, plantas/ layouts) para justificar os valores em causa. Poderá também ser requerido que seja o banco a efectuar as transferências às empresas de construção)

  • 60. A minha candidatura ao ProJovem foi recusada pelo banco, o que posso fazer agora?

    Pode considerar candidatar-se uma segunda vez ou procurar vias de financiamento alternativas ao ProJovem, como outros créditos às empresas. Para mais informações, pergunte no balcão mais próximo do BCI por vias de financiamento alternativos.