BDA reafirma apoio ao sector do Café

22 jul 2020
"O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) reafirmou hoje, durante o seu primeiro Webinar “De volta ao Futuro: Redescobrindo a cadeia de valor do Café e o seu contributo para a economia”, o seu engajamento para alavancar o sector do Café em Angola.

 
O evento foi realizado pelo BDA, Café Cazengo e pela empresa indiana EQUINOX Inc, especializada no desenvolvimento e exploração sustentável de fazendas cafeeiras de médio e grande porte. Teve como oradores: ANI BHANDARI de nacionalidade indiana, Presidente do Conselho Consultivo para o sector privado da Organização Internacional do café (OIC), CAMILA PAULA de nacionalidade Brasileira, Directora Comercial do Café Cazengo, MADHU BOPANNA de nacionalidade indiana, Membro do Comité - Fórum Mundial dos Produtores de Café e especialista no desenvolvimento e gestão de fazendas de café e VIKRAM BOPANNA de nacionalidade indiana, Consultor Equinox Inc e especialista no processamento de café estratégia de marketing para o café.

Com uma participação de mais de 50 especialistas nacionais e internacionais em matérias de café abordou temas como: O futuro do café, as oportunidades no comércio cafeeiro decorrentes da mudança da situação macroeconômica, como usar o bago vermelho para mitigar a migração urbana (como a cafeicultura ajudará o desenvolvimento rural) e sobre a incrível jornada do café Cazengo.

ANI BANDHARI - Presidente do Conselho Consultivo para o sector privado da Organização Internacional do Café (OIC) referiu que do estudo feito pela EQUINOX Inc concluiu-se que as plantações de café em Angola são antigas e carece de mão de obra especializada. O especialista apontou as excelentes condições climatéricas de Angola para a produção do bago que é a segunda maior commodity mais exportada do mundo, atrás do petróleo.

A diretora comercial do Café Cazengo, CAMILA PAULA, que apresentou a experiência de Angola, referiu que uma das apostas da sua empresa é aumentar a exportação do produto, porquanto já cobre o território nacional. A oradora, cuja empresa é a única que possui máquina própria em Angola e que explora 800 hectares, referiu também que, entre outros objectivos, a sua empresa pretende, além do aumento da produção, oferecer mais variantes do produto final (instantâneo, descafeinado) e trabalhar para o aumento do consumo de café, por via da educação sobre os benefícios e variedade na forma de consumo do café.

Por sua vez, MADHU BOPANNA, Membro do Comité - Fórum Mundial dos Produtores de Café e especialista no desenvolvimento e gestão de fazendas de café, fez um breve resumo sobre a autossuficiência alimentar de Angola nos anos 70, sendo que exportava quantidades de expressivas de milho e café antes do petróleo tornar-se o maior impulsionador da nossa economia. Apresentou dados pertinentes sobre a migração demográfica, sendo que 2/3 da população angolana encontra-se nas áreas urbanas. A taxa de desemprego no país ronda os 31.80% em 2020 e espera-se um agravamento de para 34% em 2021. O preletor incentiva o Governo angolano a apostar na migração reversa, estabelecendo incentivos monetários e educacionais, para potencializar a juventude, e retirar o estigma sobre o sector agrícola ser de muito trabalho e baixo retorno “apenas pessoas pobres praticam agricultura”. Para tal dever-se-a melhorar as infraestruturas de transporte, tecnologia e apostar na agricultura, como novos dinamizadores do PIB nacional. 

O especialista acredita que um investimento coordenado no desenvolvimento da cadeia de café em Angola vai contribuir para o desenvolvimento económico.

Já, VIKRAM BOPANNA, Consultor da Equinox Inc. e especialista no processamento de café e estratégia de marketing para o café, frisou que Angola tem um grande potencial de produção e de consumo, dando como exemplo, o facto de possuirmos 43 milhões de terras aráveis e actualmente explorarmos apenas 4 ou 5 milhões de hectares, sendo que a média de consumo por ano é de 0,1 kg por pessoa quando, por exemplo, na Finlândia, a média de consumo é de 12 kg por pessoa.

Ao intervir no final do evento virtual, o Presidente do Conselho de Administração do BDA, Henda Inglês, lembrou que o Banco tem vindo a fazer um trabalho árduo desde 2018, com a contratação da empresa Equinox Inc “que tem efectuado vários estudos de viabilidade e que nos estão a ajudar a compreender melhor o sector para assim prestarmos o devido apoio”.

Recorde-se que, entre várias acções, o BDA realizou, em 2019, no Município de Amboim, Cuanza Sul, um seminário dedicado ao fomento da produção intensiva de café arábica em Angola, ao mesmo tempo que foram também realizadas visitas a seis (6) fazendas de cultivo de café arábica, localizadas nos municípios de Amboim, Quibala e Libolo. Ainda no âmbito do seu apoio ao sector, o BDA apresentou, em Dezembro do mesmo ano, o estudo sobre o café em Angola, produzido empresa EQUINOX Inc. 


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BDA_KS_CAFÉ-131.jpg O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) reafirmou hoje, durante o seu primeiro Webinar “De volta ao Futuro: Redescobrindo a cadeia de valor do Café e o seu contributo para a economia”, o seu engajamento para alavancar o sector do Café em Angola.

 
O evento foi realizado pelo BDA, Café Cazengo e pela empresa indiana EQUINOX Inc, especializada no desenvolvimento e exploração sustentável de fazendas cafeeiras de médio e grande porte. Teve como oradores: ANI BHANDARI de nacionalidade indiana, Presidente do Conselho Consultivo para o sector privado da Organização Internacional do café (OIC), CAMILA PAULA de nacionalidade Brasileira, Directora Comercial do Café Cazengo, MADHU BOPANNA de nacionalidade indiana, Membro do Comité - Fórum Mundial dos Produtores de Café e especialista no desenvolvimento e gestão de fazendas de café e VIKRAM BOPANNA de nacionalidade indiana, Consultor Equinox Inc e especialista no processamento de café estratégia de marketing para o café.

Com uma participação de mais de 50 especialistas nacionais e internacionais em matérias de café abordou temas como: O futuro do café, as oportunidades no comércio cafeeiro decorrentes da mudança da situação macroeconômica, como usar o bago vermelho para mitigar a migração urbana (como a cafeicultura ajudará o desenvolvimento rural) e sobre a incrível jornada do café Cazengo.

ANI BANDHARI - Presidente do Conselho Consultivo para o sector privado da Organização Internacional do Café (OIC) referiu que do estudo feito pela EQUINOX Inc concluiu-se que as plantações de café em Angola são antigas e carece de mão de obra especializada. O especialista apontou as excelentes condições climatéricas de Angola para a produção do bago que é a segunda maior commodity mais exportada do mundo, atrás do petróleo.

A diretora comercial do Café Cazengo, CAMILA PAULA, que apresentou a experiência de Angola, referiu que uma das apostas da sua empresa é aumentar a exportação do produto, porquanto já cobre o território nacional. A oradora, cuja empresa é a única que possui máquina própria em Angola e que explora 800 hectares, referiu também que, entre outros objectivos, a sua empresa pretende, além do aumento da produção, oferecer mais variantes do produto final (instantâneo, descafeinado) e trabalhar para o aumento do consumo de café, por via da educação sobre os benefícios e variedade na forma de consumo do café.

Por sua vez, MADHU BOPANNA, Membro do Comité - Fórum Mundial dos Produtores de Café e especialista no desenvolvimento e gestão de fazendas de café, fez um breve resumo sobre a autossuficiência alimentar de Angola nos anos 70, sendo que exportava quantidades de expressivas de milho e café antes do petróleo tornar-se o maior impulsionador da nossa economia. Apresentou dados pertinentes sobre a migração demográfica, sendo que 2/3 da população angolana encontra-se nas áreas urbanas. A taxa de desemprego no país ronda os 31.80% em 2020 e espera-se um agravamento de para 34% em 2021. O preletor incentiva o Governo angolano a apostar na migração reversa, estabelecendo incentivos monetários e educacionais, para potencializar a juventude, e retirar o estigma sobre o sector agrícola ser de muito trabalho e baixo retorno “apenas pessoas pobres praticam agricultura”. Para tal dever-se-a melhorar as infraestruturas de transporte, tecnologia e apostar na agricultura, como novos dinamizadores do PIB nacional. 

O especialista acredita que um investimento coordenado no desenvolvimento da cadeia de café em Angola vai contribuir para o desenvolvimento económico.

Já, VIKRAM BOPANNA, Consultor da Equinox Inc. e especialista no processamento de café e estratégia de marketing para o café, frisou que Angola tem um grande potencial de produção e de consumo, dando como exemplo, o facto de possuirmos 43 milhões de terras aráveis e actualmente explorarmos apenas 4 ou 5 milhões de hectares, sendo que a média de consumo por ano é de 0,1 kg por pessoa quando, por exemplo, na Finlândia, a média de consumo é de 12 kg por pessoa.

Ao intervir no final do evento virtual, o Presidente do Conselho de Administração do BDA, Henda Inglês, lembrou que o Banco tem vindo a fazer um trabalho árduo desde 2018, com a contratação da empresa Equinox Inc “que tem efectuado vários estudos de viabilidade e que nos estão a ajudar a compreender melhor o sector para assim prestarmos o devido apoio”.

Recorde-se que, entre várias acções, o BDA realizou, em 2019, no Município de Amboim, Cuanza Sul, um seminário dedicado ao fomento da produção intensiva de café arábica em Angola, ao mesmo tempo que foram também realizadas visitas a seis (6) fazendas de cultivo de café arábica, localizadas nos municípios de Amboim, Quibala e Libolo. Ainda no âmbito do seu apoio ao sector, o BDA apresentou, em Dezembro do mesmo ano, o estudo sobre o café em Angola, produzido empresa EQUINOX Inc.