BDA contribui para o fomento da produção intensiva de Café Arábica

29 jul 2019
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Luanda, 29 de Julho: O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) realiza no próximo dia 01 de agosto de 2019, quinta-feira, no Município de Amboim, Cuanza Sul, um seminário dedicado ao fomento da produção intensiva de café arábica em Angola.

Enquadrado na implementação do seu plano estratégico 2018-2022, no âmbito do fomento da economia, a iniciativa do Banco visa contribuir para os esforços de desenvolver fileiras produtivas com potencial de exportação. Para o efeito, celebrou um contrato de assistência técnica com uma entidade especializada da Índia para o desenvolvimento e exploração sustentável de fazendas cafeeiras de médio e grande porte e uma eventual mobilização de investidores indianos.

Além do seminário que visa interagir com os principais intervenientes da fileira do café no Cuanza Sul, prevê-se, também, nos dias 30 e 31 de julho, realizar visitas a seis (6) fazendas de cultivo de café arábica, localizadas nos municípios de Amboim, Quibala e Libolo.

São prelectores no seminário (2) dois especialistas indianos que abordarão a experiência de desenvolvimento do sector do café na Índia e um especialista do Instituto Nacional do Café (INCA) que vai apresentar o quadro actual do sub-sector em Angola.

Estão convidados a participar do evento entidades do Ministério da Agricultura, Governo da Província do Cuanza Sul, quadros seniores do Banco e stakeholders de referência na produção de café.

Sub-sector do Café em Angola:

O ambiente produtivo vigente, actualmente, no sector cafeícola angolano apresenta, entre outros os seguintes desafios:

·  Idade avançada das plantações de café, resultando em baixa produtividade;

·  Baixo nível de mecanização das operações culturais, apesar do potencial para a sua utilização;

· Deficiente infra-estrutura de processamento pós-colheita a necessitar de investimentos para a sua remodelação e ou modernização, visando uma maior qualidade do produto final;

·  Desarticulação da rede de processamento e comercialização. A sua recuperação permitira a venda baseada na qualidade do café comercial e maior captação de divisas.

Apesar dos desafios, as potencialidades no sector do café, são inúmeras e se consubstanciam no seguinte:

· Condições edafo-climáticas favoráveis que permitem produzir tipos diferentes de café, nomeadamente o café robusta e o café arábica;

· Existência de terras mecanizáveis onde o café pode ser cultivado;

· Existência de uma cafeicultura baseada na sustentabilidade e qualidade –proporciona um potencial de sustentabilidade e qualidade o que permite explorar nichos de mercado existentes no âmbito do café orgânico.

· Geração de emprego – o café é por excelência um produto com enorme potencial para absorver mão-de-obra e gerar emprego no meio rural e não só.

A capitalização das potencialidades enumeradas, alinhada aos avanços actuais nas tecnologias de produção de café, podem contribuir para o processo de diversificação da economia.

Sector do Café na Índia:

A Índia é o 6º maior produtor de café no mundo. Em termos de variedades de grãos de café, o Robusta representa 70% das variedades de grãos de café cultivados no país.

A maior parte de suas importações e exportações de café ocorre no segmento de grãos de cafés. Os principais parceiros de importação do país incluem o Vietnam, a Indonésia, Uganda, o Quênia e o Brasil.

Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) – é uma instituição financeira pública de desenvolvimento, criada em 2006, constituída como um instrumento de execução da política de financiamento do desenvolvimento da economia angolana.

O BDA que pretende consolidar-se como uma das principais fontes de financiamento de médio e longo prazos de investimentos de cidadãos nacionais no sector não petrolífero, tem como missão, contribuir para acelerar o desenvolvimento equilibrado e sustentável de Angola, proporcionando suporte à criação de emprego e renda, à modernização das estruturas económicas e sociais e ao aumento da competitividade do País.

É, igualmente, função do BDA a mobilização de recursos financeiros e o estabelecimento de parcerias com vista ao alcance da sua missão.

O BDA assumiu como propósito final a partir de 2018 no ambito do seu novo Plano Estratégico 2018-2022,  Aumentar o Financiamento ao Sector Produtivo de forma Financeiramente Sustentável. Reconhecendo, por um lado, a sua vocação de desenvolvimento económico nacional e, por outro lado, a necessidade de melhorar drasticamente a sua performance financeira e a qualidade do seu crédito, financiando projectos economicamente viáveis e garantindo a recuperação dos valores emprestados.

Cumprindo este desiderato, e apesar de não ocorrerem desde 2017 as devidas dotações do tesouro ao FND (Fundo Nacional de Desenvolvimento) previstas por Lei, o esforço de gestão empreendido pelo Banco permitiu aumentar o seu Activo Total para Kz 467 727 829 000,00 em 2018, mais 27% face ao período anterior. Este aumento do Activo foi financiado sobretudo, pelo crescimento do Capital Próprio em 79%, este último suportado pelo crescimento do Resultado Líquido do Exercício em 789% para Kz 66 686 167 000,00. Constituiu um marco importante para o Banco, a retoma aos Lucros, depois de sucessivos anos a averbar prejuízos.

Para o quinquénio 2018 a 2022 está a implementar os seguintes vectores estratégicos:

1. “Impacto na Economia” - reforçando o BDA o seu propósito de ser um instrumento activo do Executivo no desenvolvimento económico dos sectores primário e secundário críticos para a diversificação da economia, assumindo como meta multiplicar por duas vezes e meia (2,5 vezes) o crédito “vivo” no seu balanço (i.e., crédito aplicado em projectos economicamente activos e viáveis);

2. “Orientação ao Promotor” – tornando-se o parceiro preferencial para promotores com negócios viáveis e de relevo para o desenvolvimento através de uma proposta de valor atractiva e baixo tempo de resposta, assumindo como meta a redução do tempo de análise dos projectos submetidos ao Banco para um prazo máximo de noventa (90) dias, face a uma média anterior superior a cento e oitenta (180) dias;

3. “Robustez Financeira” – tornando-se uma instituição sólida e financeiramente sustentável com baixa taxa de crédito em incumprimento, assumindo a meta de reduzir a taxa de incumprimento nos novos projectos que financie a um máximo de vinte por cento (20%) em 2022, valor que contrasta com valores históricos que atingiram níveis incomportáveis.

4. “Reforço dos Recursos Internos” – consolidando a posição como uma das melhores instituições para trabalhar nos sectores público e bancário angolanos, uma referência na utilização das TIC (digitalização e automação processual) e líder no conhecimento das cadeias de valor em Angola;

5. “Papel Institucional do BDA” – criando as condições para ser reconhecido como uma instituição de referência nacional e regional em matérias de desenvolvimento, dando os contributos ao seu alcance para a melhoria do ambiente de negócios e a formação do tecido empresarial.

A execução do Plano Estratégico como definido foi finalmente declinada num Plano de Negócios a cinco anos, onde se detalha a evolução ano a ano da conta de resultados e balanço face aos principais pressupostos.

O maior  ou menor alcance das metas apresentadas no Plano Estratégico e de Negócios pelo Banco poderá no entanto ser  condicionado:

i)   pela conclusão do processo de capitalização do Banco que foi aprovado em Kz 150.000.000.000,00, tendo sido realizado até ao momento Kz 109.760.000.000,00;

ii)  pelo cumprimento pleno das dotações do FND como previstas na Lei;

iii) pela regularização dos Atrasados em termos de dotações  para o Fundo Nacional de Desenvolvimento;

iv) pelo asseguramento das garantias soberanas com vista a se efectivar a captação das novas linhas de crédito em negociação no BDA.

O BDA conta nessa empreitada, com o apoio que lhe é prestado pela Superintendência e Tutela, assim como com o engajamento de todos os seus colaboradores e parceiros."
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Luanda, 29 de Julho: O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) realiza no próximo dia 01 de agosto de 2019, quinta-feira, no Município de Amboim, Cuanza Sul, um seminário dedicado ao fomento da produção intensiva de café arábica em Angola.

Enquadrado na implementação do seu plano estratégico 2018-2022, no âmbito do fomento da economia, a iniciativa do Banco visa contribuir para os esforços de desenvolver fileiras produtivas com potencial de exportação. Para o efeito, celebrou um contrato de assistência técnica com uma entidade especializada da Índia para o desenvolvimento e exploração sustentável de fazendas cafeeiras de médio e grande porte e uma eventual mobilização de investidores indianos.

Além do seminário que visa interagir com os principais intervenientes da fileira do café no Cuanza Sul, prevê-se, também, nos dias 30 e 31 de julho, realizar visitas a seis (6) fazendas de cultivo de café arábica, localizadas nos municípios de Amboim, Quibala e Libolo.

São prelectores no seminário (2) dois especialistas indianos que abordarão a experiência de desenvolvimento do sector do café na Índia e um especialista do Instituto Nacional do Café (INCA) que vai apresentar o quadro actual do sub-sector em Angola.

Estão convidados a participar do evento entidades do Ministério da Agricultura, Governo da Província do Cuanza Sul, quadros seniores do Banco e stakeholders de referência na produção de café.

Sub-sector do Café em Angola:

O ambiente produtivo vigente, actualmente, no sector cafeícola angolano apresenta, entre outros os seguintes desafios:

·  Idade avançada das plantações de café, resultando em baixa produtividade;

·  Baixo nível de mecanização das operações culturais, apesar do potencial para a sua utilização;

· Deficiente infra-estrutura de processamento pós-colheita a necessitar de investimentos para a sua remodelação e ou modernização, visando uma maior qualidade do produto final;

·  Desarticulação da rede de processamento e comercialização. A sua recuperação permitira a venda baseada na qualidade do café comercial e maior captação de divisas.

Apesar dos desafios, as potencialidades no sector do café, são inúmeras e se consubstanciam no seguinte:

· Condições edafo-climáticas favoráveis que permitem produzir tipos diferentes de café, nomeadamente o café robusta e o café arábica;

· Existência de terras mecanizáveis onde o café pode ser cultivado;

· Existência de uma cafeicultura baseada na sustentabilidade e qualidade –proporciona um potencial de sustentabilidade e qualidade o que permite explorar nichos de mercado existentes no âmbito do café orgânico.

· Geração de emprego – o café é por excelência um produto com enorme potencial para absorver mão-de-obra e gerar emprego no meio rural e não só.

A capitalização das potencialidades enumeradas, alinhada aos avanços actuais nas tecnologias de produção de café, podem contribuir para o processo de diversificação da economia.

Sector do Café na Índia:

A Índia é o 6º maior produtor de café no mundo. Em termos de variedades de grãos de café, o Robusta representa 70% das variedades de grãos de café cultivados no país.

A maior parte de suas importações e exportações de café ocorre no segmento de grãos de cafés. Os principais parceiros de importação do país incluem o Vietnam, a Indonésia, Uganda, o Quênia e o Brasil.

Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) – é uma instituição financeira pública de desenvolvimento, criada em 2006, constituída como um instrumento de execução da política de financiamento do desenvolvimento da economia angolana.

O BDA que pretende consolidar-se como uma das principais fontes de financiamento de médio e longo prazos de investimentos de cidadãos nacionais no sector não petrolífero, tem como missão, contribuir para acelerar o desenvolvimento equilibrado e sustentável de Angola, proporcionando suporte à criação de emprego e renda, à modernização das estruturas económicas e sociais e ao aumento da competitividade do País.

É, igualmente, função do BDA a mobilização de recursos financeiros e o estabelecimento de parcerias com vista ao alcance da sua missão.

O BDA assumiu como propósito final a partir de 2018 no ambito do seu novo Plano Estratégico 2018-2022,  Aumentar o Financiamento ao Sector Produtivo de forma Financeiramente Sustentável. Reconhecendo, por um lado, a sua vocação de desenvolvimento económico nacional e, por outro lado, a necessidade de melhorar drasticamente a sua performance financeira e a qualidade do seu crédito, financiando projectos economicamente viáveis e garantindo a recuperação dos valores emprestados.

Cumprindo este desiderato, e apesar de não ocorrerem desde 2017 as devidas dotações do tesouro ao FND (Fundo Nacional de Desenvolvimento) previstas por Lei, o esforço de gestão empreendido pelo Banco permitiu aumentar o seu Activo Total para Kz 467 727 829 000,00 em 2018, mais 27% face ao período anterior. Este aumento do Activo foi financiado sobretudo, pelo crescimento do Capital Próprio em 79%, este último suportado pelo crescimento do Resultado Líquido do Exercício em 789% para Kz 66 686 167 000,00. Constituiu um marco importante para o Banco, a retoma aos Lucros, depois de sucessivos anos a averbar prejuízos.

Para o quinquénio 2018 a 2022 está a implementar os seguintes vectores estratégicos:

1. “Impacto na Economia” - reforçando o BDA o seu propósito de ser um instrumento activo do Executivo no desenvolvimento económico dos sectores primário e secundário críticos para a diversificação da economia, assumindo como meta multiplicar por duas vezes e meia (2,5 vezes) o crédito “vivo” no seu balanço (i.e., crédito aplicado em projectos economicamente activos e viáveis);

2. “Orientação ao Promotor” – tornando-se o parceiro preferencial para promotores com negócios viáveis e de relevo para o desenvolvimento através de uma proposta de valor atractiva e baixo tempo de resposta, assumindo como meta a redução do tempo de análise dos projectos submetidos ao Banco para um prazo máximo de noventa (90) dias, face a uma média anterior superior a cento e oitenta (180) dias;

3. “Robustez Financeira” – tornando-se uma instituição sólida e financeiramente sustentável com baixa taxa de crédito em incumprimento, assumindo a meta de reduzir a taxa de incumprimento nos novos projectos que financie a um máximo de vinte por cento (20%) em 2022, valor que contrasta com valores históricos que atingiram níveis incomportáveis.

4. “Reforço dos Recursos Internos” – consolidando a posição como uma das melhores instituições para trabalhar nos sectores público e bancário angolanos, uma referência na utilização das TIC (digitalização e automação processual) e líder no conhecimento das cadeias de valor em Angola;

5. “Papel Institucional do BDA” – criando as condições para ser reconhecido como uma instituição de referência nacional e regional em matérias de desenvolvimento, dando os contributos ao seu alcance para a melhoria do ambiente de negócios e a formação do tecido empresarial.

A execução do Plano Estratégico como definido foi finalmente declinada num Plano de Negócios a cinco anos, onde se detalha a evolução ano a ano da conta de resultados e balanço face aos principais pressupostos.

O maior  ou menor alcance das metas apresentadas no Plano Estratégico e de Negócios pelo Banco poderá no entanto ser  condicionado:

i)   pela conclusão do processo de capitalização do Banco que foi aprovado em Kz 150.000.000.000,00, tendo sido realizado até ao momento Kz 109.760.000.000,00;

ii)  pelo cumprimento pleno das dotações do FND como previstas na Lei;

iii) pela regularização dos Atrasados em termos de dotações  para o Fundo Nacional de Desenvolvimento;

iv) pelo asseguramento das garantias soberanas com vista a se efectivar a captação das novas linhas de crédito em negociação no BDA.

O BDA conta nessa empreitada, com o apoio que lhe é prestado pela Superintendência e Tutela, assim como com o engajamento de todos os seus colaboradores e parceiros.