BDA assina acordo de operacionalização do PAC com 8 banco comerciais

25 set 2019
"Vinte e cinco mil milhões de kwanzas serão disponibilizados pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), para cobrir 50 a 75 por cento da taxa média de juro activa (18,21%) a ser atribuído às empresas que vão aderir, através da banca comercial, ao Programa de Apoio ao Crédito (PAC).
A concretização desse financiamento começou a ser materializada nesta terça-feira, em Luanda, através da assinatura de um acordo entre o BDA, Fundo de Garantia de Crédito (FGC) e sete bancos comerciais que vão apoiar o PAC, criado em Maio último pelo Executivo angolano.

Em declarações à imprensa, após a assinatura do respectivo acordo, o secretário de Estado para Economia, Sérgio Santos, afirmou que os 25 mil milhões de kwanzas terão como proveniência o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND).

Na ocasião, explicou que caso o BDA pague, por exemplo, 50 por cento da taxa de juro (9%) ao credor, o devedor deverá pagar a outra parte (9,21%), perfazendo o total da taxa de juro cobrada actualmente pela banca.

Segundo Sérgio Santos, no âmbito do PAC, os bancos comerciais já aprovaram sete projectos que também vão beneficiar da bonificação do BDA.

Esclareceu que esse financiamento será feito com base na lista de produtos definidos pelo Programa de Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição de Exportações (PRODESI), criado pelo Executivo angolano em 2018.

Afirmou que para existir o aumento de produtos da cesta básica é necessário que haja investimentos que devem ser feitos através do crédito, criando condições propícias para os investidores.

Quando começar a concretização desses créditos, os agentes económicos vão sentir os efeitos positivos da economia real, com o aumento da produção de bens, redução da inflação e o aumento de postos de trabalho, para garantir níveis salariais desejáveis e a estabilidade macroeconómica do país, reforçou.

Em Junho último, o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), o Fundo de Garantia de Crédito e oito bancos comerciais rubricaram um acordo para a operacionalização do PAC.

Com base nesse acordo, os oito bancos colocaram à disposição de 141 mil milhões de kwanzas para financiar projectos até final deste ano no âmbito do PAC.

Os bancos BAI, BFA e BIC (AKz 30 mil milhões cada), Standard Bank (20 mil milhões de kwanzas), o Millenium Atlântico (Akz 15 mil milhões), o Banco de Negócios Internacional (AKz 6 mil milhões), o Banco Comercial do Huambo (6 mil milhões de kwanzas) e o BCI (4 mil milhões), são os oitos que vão apoiar o PAC nessa primeira fase.

O Banco de Desenvolvimento de Angola e o Fundo de Garantia de Crédito darão prioridade aos operadores económicos que já produzam alguns dos 54 produtos e que pretendam expandir a sua actividade.

Surgimento do PAC

O Programa de Apoio ao Crédito (PAC) é uma iniciativa do Governo angolano, aprovado em Decreto Presidencial n.º 159/19, de 17 de Maio, que vai facilitar o acesso ao crédito aos produtores que queiram se dedicar à produção de 54 produtos da cesta básica.

Fazem parte dos 54 produtos embalagens de vidro, farinha de trigo, abacaxi, açúcar, água de mesa, feijão, ovos, óleo, cebola, sal, cimento, detergentes, fraldas descartáveis, milho, fuba de milho e de bombó, guardanapos, papel higiénico, rolos de papel para cozinha, leite, lixívia, mandioca, manga, massa alimentar, mel, entre tantos outros.

Esse projecto surge para materializar o Programa de Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição de Exportações (PRODESI), criado pelo Executivo em 2018.

Em matéria de encargos financeiros, o Aviso n.º 4/19, de 3 de Abril, do BNA aprovou termos e condições para a concessão de crédito ao sector real da economia, no âmbito do PAC e que define encargos financeiros totais, incluindo a taxa de juros e as comissões de até 7,5 por cento/ano para 13 fileiras produtivas inseridas nas 54 inscritas no PAC."
BDA_acordo_pac.JPG Vinte e cinco mil milhões de kwanzas serão disponibilizados pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), para cobrir 50 a 75 por cento da taxa média de juro activa (18,21%) a ser atribuído às empresas que vão aderir, através da banca comercial, ao Programa de Apoio ao Crédito (PAC).
A concretização desse financiamento começou a ser materializada nesta terça-feira, em Luanda, através da assinatura de um acordo entre o BDA, Fundo de Garantia de Crédito (FGC) e sete bancos comerciais que vão apoiar o PAC, criado em Maio último pelo Executivo angolano.

Em declarações à imprensa, após a assinatura do respectivo acordo, o secretário de Estado para Economia, Sérgio Santos, afirmou que os 25 mil milhões de kwanzas terão como proveniência o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND).

Na ocasião, explicou que caso o BDA pague, por exemplo, 50 por cento da taxa de juro (9%) ao credor, o devedor deverá pagar a outra parte (9,21%), perfazendo o total da taxa de juro cobrada actualmente pela banca.

Segundo Sérgio Santos, no âmbito do PAC, os bancos comerciais já aprovaram sete projectos que também vão beneficiar da bonificação do BDA.

Esclareceu que esse financiamento será feito com base na lista de produtos definidos pelo Programa de Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição de Exportações (PRODESI), criado pelo Executivo angolano em 2018.

Afirmou que para existir o aumento de produtos da cesta básica é necessário que haja investimentos que devem ser feitos através do crédito, criando condições propícias para os investidores.

Quando começar a concretização desses créditos, os agentes económicos vão sentir os efeitos positivos da economia real, com o aumento da produção de bens, redução da inflação e o aumento de postos de trabalho, para garantir níveis salariais desejáveis e a estabilidade macroeconómica do país, reforçou.

Em Junho último, o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), o Fundo de Garantia de Crédito e oito bancos comerciais rubricaram um acordo para a operacionalização do PAC.

Com base nesse acordo, os oito bancos colocaram à disposição de 141 mil milhões de kwanzas para financiar projectos até final deste ano no âmbito do PAC.

Os bancos BAI, BFA e BIC (AKz 30 mil milhões cada), Standard Bank (20 mil milhões de kwanzas), o Millenium Atlântico (Akz 15 mil milhões), o Banco de Negócios Internacional (AKz 6 mil milhões), o Banco Comercial do Huambo (6 mil milhões de kwanzas) e o BCI (4 mil milhões), são os oitos que vão apoiar o PAC nessa primeira fase.

O Banco de Desenvolvimento de Angola e o Fundo de Garantia de Crédito darão prioridade aos operadores económicos que já produzam alguns dos 54 produtos e que pretendam expandir a sua actividade.

Surgimento do PAC

O Programa de Apoio ao Crédito (PAC) é uma iniciativa do Governo angolano, aprovado em Decreto Presidencial n.º 159/19, de 17 de Maio, que vai facilitar o acesso ao crédito aos produtores que queiram se dedicar à produção de 54 produtos da cesta básica.

Fazem parte dos 54 produtos embalagens de vidro, farinha de trigo, abacaxi, açúcar, água de mesa, feijão, ovos, óleo, cebola, sal, cimento, detergentes, fraldas descartáveis, milho, fuba de milho e de bombó, guardanapos, papel higiénico, rolos de papel para cozinha, leite, lixívia, mandioca, manga, massa alimentar, mel, entre tantos outros.

Esse projecto surge para materializar o Programa de Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição de Exportações (PRODESI), criado pelo Executivo em 2018.

Em matéria de encargos financeiros, o Aviso n.º 4/19, de 3 de Abril, do BNA aprovou termos e condições para a concessão de crédito ao sector real da economia, no âmbito do PAC e que define encargos financeiros totais, incluindo a taxa de juros e as comissões de até 7,5 por cento/ano para 13 fileiras produtivas inseridas nas 54 inscritas no PAC.